27 de Outubro de 2014 00:10

Acordar várias vezes durante a noite para fazer xixi é sinal de alerta

A síndrome da bexiga hiperativa caracteriza-se por urgência miccional (desejo incontrolável de urinar), que pode causar perda urinária involuntária, e aumento da freqüência das micções, inclusive à noite. Decorre da deterioração do controle do sistema nervoso central sobre a bexiga, que determina o surgimento de contrações involuntárias da bexiga e/ou de alterações da sua sensibilidade. 

Além do prejuízo ao convívio social e constrangimento nos momentos de perda urinária, pode comprometer a saúde predispondo às infecções urinárias recorrentes e, eventualmente, perda progressiva da função renal. Pode apresentar várias causas, e acometer mulheres, homens e crianças. 

Pode, também, se manifestar no processo de envelhecimento, sem causa definida. Estima-se que parcela significativa das mulheres no período pós-menopausa apresentará os sintomas, que poderão ter intensidade variável. 

Entre os homens, a bexiga hiperativa pode decorrer da sobrecarga da bexiga causada pela obstrução prostática. 

Nas crianças, a síndrome da bexiga hiperativa pode causar enurese noturna (perda de urina durante o sono), e perda urinária diurna, associando-se, também com o surgimento de refluxo vesicoureteral e infecções urinárias recorrentes. A síndrome da bexiga hiperativa pode acompanhar doenças neurológicas, como os infartos encefálicos (“Acidentes Vasculares Cerebrais – AVCs”), doença de Parkinson, esclerose múltipla, traumatismos da coluna vertebral e da medula. É comum sua associação com diabetes mellitus, especialmente quando há comprometimento do sistema nervoso periférico. 

O diagnóstico é realizado a partir das informações clínicas, podendo ser necessários exames subsidiários para orientar o tratamento, tais como a ultra-sonografia, uretrocistografia e estudo urodinâmico. 

Habitualmente o médico orienta o preenchimento de um diário miccional, que permitirá avaliar os sintomas de forma mais clara e objetiva. O objetivo do tratamento é regular o funcionamento da bexiga, inibindo suas contrações involuntárias e diminuindo sua excitabilidade. 

O tratamento da síndrome da bexiga hiperativa pode ser realizado com medicamentos, por meio de técnicas fisioterapêuticas, ou com aplicações de medicamentos no interior da bexiga, com a toxina botulínica. 

Em casos graves, poderá ser indicado o implante de dispositivos eletrônicos na medula espinhal, visando regular a atividade da bexiga (neuromodulação sacral).

Fonte: urologiacampinas.com.br



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