4 de Fevereiro de 2015 16:02

Casos de pedra nos rins aumentam durante meses quentes do ano

No Verão, a desidratação provocada pelo forte calor aumenta os casos de pedra nos rins. O alerta é da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, que aponta crescimento de 30% no atendimento de pacientes com o problema no Centro de Referência em Saúde do Homem. A ingestão de água, a diminuição de sal e uma dieta rica em frutas e legumes contribuem para a prevenção da doença. Quando não tratadas corretamente, as pedras podem levar à perda do órgão.

— Um ou dois meses depois da época de maior calor, temos o aumento desses casos no pronto-socorro. Nesse período, as pessoas acabam desidratando, transpiram mais e o rim tem menos líquido para filtrar. As impurezas do órgão ficam concentradas na urina, o que pode levar à formação de cristais que vão formar os cálculos — explicou o urologista Fábio Vicentini.

Vicentini diz que algumas pessoas reclamam de beber água durante todo o dia e, por isso, é importante considerar outros alimentos que auxiliam na prevenção.

— Não é só água. O líquido que ajuda também são os sucos cítricos, como laranja e limão. Eles contêm uma substância, o citrato, que ajuda a não formar a pedra — destacou.

Além disso, o especialista lembra que frutas como a melancia e a maçã têm bastante água. Um jeito simples de saber se a pessoa está suficientemente hidratada é observar a cor da urina: quanto mais transparente, melhor.

O consumo em excesso de sal e proteína também favorece a formação de cálculos. Produtos de origem animal, como manteigas, especialmente para pessoas com histórico familiar da doença ou que já tenham manifestado o problema, devem ser consumidos com prudência. Nesses casos, o leite desnatado é melhor opção em relação ao integral. Alimentos embutidos como presunto, bacon e linguiça, além de serem proteína, são ricos em sódio e, portanto, devem ser evitados.

O urologista ressalta que, como o período de maior calor dura de quatro a cinco meses, ele é suficiente para a formação da pedra.

— Ela pode se formar em pouco tempo, de 15 a 20 dias. O crescimento dela vai variar. Às vezes, continua pequena, mas pode crescer rápido — alertou.

De acordo com o médico, pedras a partir de 4 ou 5 milímetros podem causar dor. O risco de pedras é maior em indivíduos com histórico na família. A doença atinge 10% dos homens e 7% das mulheres, conforme dados da secretaria.

O tratamento varia de acordo com cada paciente — o tamanho e a posição da pedra são considerados.

— Normalmente, 70% das pedras são eliminadas — observou.

Uma das formas de tratamento menos invasiva é a litotripsia, uma terapia sem cortes que bombardeia as pedras. Há casos em que são necessárias cirurgias. Uma média anual de 400 procedimentos desse tipo são feitos na unidade.

 

Fonte: Agência Brasil



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