24 de Fevereiro de 2015 14:02

Disfunção erétil afeta 25 milhões

Tabu. Esta palavra está muito ligada à disfunção erétil, um problema de saúde pública que afeta a vida de 25 milhões de homens no Brasil e é conhecido, popularmente, como impotência sexual. Esta é a avaliação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que elaborou a campanha e pesquisa chamada de “De Volta ao Controle”, que apurou ainda que um terço dos entrevistados (34%) desconhece a existência de tratamentos contra a doença. Foram entrevistadas mais de 1,5 mil pessoas.

Dos 25 milhões de brasileiros com o problema, cerca de metade sofre com a forma mais grave da doença, o que impede a prática de relações sexuais. Pensar que o problema é algo normal afasta os homens dos consultórios, muitos atribuem a doença à idade e ao estresse, 71% acredita que a última causa é a principal da doença.

Outro dado relevante da pesquisa é que 72% dos entrevistados não conhecem os diferentes níveis de gravidade da disfunção erétil, que podem ser leve, moderado ou completo. Este percentual é maior na população com idade entre 40 e 49 anos (78%). Os que detêm mais informação têm idade entre 60 e 69 anos (41%). “O conhecimento maior sobre a doença nessa faixa etária deve-se principalmente ao fato de que a disfunção erétil está relacionada, entre outros fatores, ao avanço da idade. Portanto, é natural que entre o público mais velho haja maior familiaridade com o assunto, pois muitos homens já enfrentaram ou enfrentam o problema com maior frequência do que os jovens”, analisa o urologista e presidente da SBU, Carlos Eduardo Corradi Fonseca.

Se desconhecem o problema, as formas de tratamento é outro assunto longe da realidade dos brasileiros. Aproximadamente, 34% disse não conhecer nenhum tipo de tratamento contra a doença. Entre os que conhecem as opções terapêuticas, a maioria lembra primeiro dos medicamentos orais (61%) seguidos pelo implante de prótese maleável (38%), implante de prótese inflável (21%) e injeção (21%). O dado preocupa especialistas como o chefe do Departamento de Andrologia da SBU, Antonio de Moraes Júnior. “Por isso, não basta ir à farmácia e dizer: ‘me dá um Viagra’ “, salienta.

Antonio ressalta que só o médico urologista é capaz de fazer o diagnóstico preciso e prescrever tratamento para a origem da doença, seja ela qual for. De acordo com ele, muitos casos poderiam ser diagnosticados se existisse uma cultura menos preconceituosa. “O principal problema é o mito, o tabu, o medo e a vergonha de tocar no assunto”, reforça e emenda, “Existe a falta do profissional médico de outras áreas tocarem no assunto, perguntar como está a vida sexual do paciente. Se isso fosse feito, nós teríamos um número maior de pacientes nos consultórios de urologistas”, defende.

Foram entrevistadas 1.506 pessoas, independente da orientação sexual, entre 40 e 69 anos, das classes ABC de todas as regiões do País. A pesquisa foi realizada pelo Conecta, plataforma web do Ibope Inteligência, de 16 a 24 de outubro de 2014.

ORIGEM

O surgimento da disfunção erétil pode estar diretamente ligado a problemas psicológicos, vasculares, neurológicos, endócrinos e farmacológicos ou ainda à combinação de fatores mentais e orgânicos. Por este motivo, o diagnóstico é complexo e “o paciente precisa ser examinado como um todo”.

Os tratamentos podem ser feitos com medicamentos orais ou injetáveis e ainda por meio de implantes de próteses. Quando a doença tem grau leve ou moderado, os medicamentos têm grande percentual de sucesso nos resultados de acordo com a SBU, chegando a ultrapassar 80% dos casos. Quando uma terapia não tem êxito, outras são indicadas pelo médico.

A pesquisa da SBU faz parte da campanha “De Volta ao Controle” que tem várias outras ações como a criação do site www.devoltaaocontrole.com.br, onde podem ser obtidas várias informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

 

Fonte: Diário da Manhã



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