23 de Fevereiro de 2015 11:02

Excesso de refrigerantes à base de cola e energéticos pode afetar a fertilidade

O excesso de energéticos e refrigerantes à base de 'cola' pode reduzir as chances de gravidez em 27%. Estudo desenvolvido na faculdade de Medicina da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, comprova que a cafeína presente nessas bebidas interfere tanto na fertilidade masculina quanto na feminina. Apesar de não ser considerado conclusivo, já que há muitas pesquisas nesse campo sendo realizadas, os pesquisadores recomendam suspender o consumo de bebidas à base de cafeína – ainda mais quando ela é combinada com outras substâncias também nocivas à saúde – quando se está enfrentando dificuldade para ter um bebê.

De acordo com o urologista Edson Borges, diretor do Fertility Medical Group, há trabalhos científicos muito sérios comprovando que a contagem de espermatozoides é mais baixa quando o paciente ingere quatro copos ou mais (acima de um litro) de refrigerantes tipo cola por dia e ou a mesma quantidade de cafeína por meio de energéticos. "No caso das bebidas à base de cola, tão populares desde a infância até a idade adulta, não se trata apenas da quantidade de cafeína presente em sua composição, mas da combinação com outros componentes, como açúcar (ou adoçantes artificiais), sódio, corantes, acidulantes e conservantes, entre outros. Além de uma contagem menor de espermatozoides, eles terão sua qualidade comprometida".

O médico também chama atenção para um fator comportamental bastante relevante: "Normalmente, quem é 'viciado' em refrigerantes à base de cola não se preocupa muito em adotar uma alimentação balanceada, ingerindo grandes porções de frutas e legumes diariamente. Ao contrário, sabemos que ao lado do refrigerante quase sempre tem uma refeição altamente calórica, rica em carne vermelha, carboidratos e gordura saturada. Esse conjunto é um 'cartão vermelho' para quem quer ter uma gravidez saudável".

O médico chama atenção que as bebidas à base de cola têm grandes quantidades de glucose e frutose – que pode causar danos ao metabolismo. Com relação à cafeína – presente de forma ainda mais nociva nas bebidas energéticas ingeridas nas academias, depois da prática de esportes – ela pode resultar em problemas relacionados à menstruação e à ovulação feminina. "Como possui ação vasoconstritora, a cafeína está relacionada a fluxos menstruais mais curtos, podendo de fato interferir no bom funcionamento do útero e nos hormônios sexuais", explica Edson Borges.

Fonte: Encontro Saúde



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