9 de Janeiro de 2015 10:01

Fimose exige atenção na infância

Problemas na vida sexual são uma das grandes preocupações dos homens em relação à fimose. Mas a atenção para a condição durante os primeiros anos de vida vai muito além de constrangimentos. A circuncisão pode prevenir desde infecções urinárias recorrentes a câncer peniano, e deve ser considerada ainda no período neonatal.

O professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, Daniel Xavier de Lima, explica que a fimose é congênita, e caracterizada pelo estreitamento do orifício do prepúcio, a dobra de pele e membrana mucosa que reveste a extremidade do pênis. Isso impede que o prepúcio se retraia, e que essa extremidade, chamada de glande, fique exposta.

O urologista afirma que 96% dos recém-nascidos apresentam fimose fisiológica, que regride gradualmente até permitir a retração completa do prepúcio. “Aos três anos de idade, a incidência chega a 10%, reduzindo a 1% aos 14 anos”, aponta. A fimose verdadeira deve ser diferenciada dessas aderências prepuciais, nas quais não existe o anel fibroso na extremidade do prepúcio.

Como consequência da condição, durante o primeiro ano de vida o risco de infecção urinária recorrente aumenta. Além disso, a glande não fica exposta, mesmo durante o crescimento da criança. De acordo com o professor, isso traz problemas para a posterior vida sexual da pessoa, pois a fimose reduz o contato genital direto e a sensibilidade peniana.

Prevenção e tratamentos

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é possível prevenir a fimose. A forma correta de lidar com o problema é tratando cirurgicamente. “A postectomia, mais conhecida como circuncisão, reduz a incidência de infecções urinárias de repetição em meninos e é uma indicação precisa quando elas ocorrem”. A cirurgia também traz outros benefícios, como a proteção contra o câncer de pênis, quando feita no período neonatal. Daniel cita ainda que alguns autores têm sugerido que ela oferece proteção parcial contra a contaminação pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). “A presença do prepúcio seria, segundo os autores, fator que levaria à retenção de fluidos corporais após o intercurso sexual. Este fato favoreceria o contato e a contaminação pela mucosa peniana”, explica.

“Nos últimos anos, inúmeras publicações têm preconizado o uso de cremes à base de corticóides e antiinflamatórios não esteróides como alternativa à postectomia, com índices de sucesso satisfatórios e com mínimos efeitos colaterais”, informa. O urologista propõe a indicação da alternativa para casos em que os pais recusam a operação, quando a criança é portadora de distúrbios de coagulação ou quando é necessário preservar o tecido prepucial.

Fonte: Faculdade de Medicina da UFMG



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