6 de Fevereiro de 2015 17:02

Incontinência urinária, urologia feminina e relevância social da informação

A urologia feminina é uma área da medicina que
obteve muitos avanços desde o final da década de 90
e início dos anos 2000. Apesar disso, ainda há muita
desinformação, por parte da maioria das pacientes,
acerca do universo e do trabalho desenvolvido por
urologistas que atuam nessa área.

 

Maria Emília Farias, médica urologista e cooperada Urocoop desde 2007, desmistificou a incontinência urinária, abordando os aspectos distintos da patologia, bem como as técnicas mais utilizadas e eficazes no tratamento dessa doença, que apesar de ser comum, ainda precisa ser muito discutida, tanto com o público alvo, como entre a própria classe médica.

De acordo com a urologista, um dos grandes obstáculos para se obter maior eficácia no tratamento da incontinência urinária, é o fato de muitas pacientes protelarem a procura médica por acreditarem que se trata de um problema comum às mulheres com o avançar da idade, e que não requer tratamento algum.

“Para o tratamento da incontinência urinária associada ao esforço, o padrão consiste em cirurgias minimamente invasivas. Porém, vários fatores são determinantes para um diagnóstico mais preciso e um tratamento tranquilo. Adiando a busca por ajuda especializada, as chances de um tratamento menos complicado também diminuem, uma vez que as pacientes podem adquirir outras comorbidades como diabetes, obesidade e hipertensão. Fatores que tornam o status performance do paciente prejudicado”, enfatizou a urologista.

Segundo a médica pernambucana, a incontinência urinária ainda é muito mistificada. “O que precisa mudar é o pensamento de que toda perda urinária tem a mesma causa e deve ser tratada da mesma forma. Existem vários tipos de incontinência urinária, os mais comuns são: aquela que é desencadeada pelo esforço, urgência e mista. Porém existem outras bem menos prevalentes”, explicou categoricamente.

“Cada tipo de incontinência requer uma forma especializada de tratamento, e cada tipo de paciente também, as variações dos quadros são muitas e tudo vai depender de uma boa conversa prévia entre médico e paciente, para juntos chegarem a uma solução que melhor se encaixe na ocasião. Tudo com muita confiança, bastante informação e cautela”, declarou Maria Emília. A urologista cooperada Urocoop ainda conta que hoje, apesar de 90% dos seus pacientes serem do sexo feminino, muitas mulheres ainda não sabem que existe o campo da urologia feminina, e ainda mais, que existem urologistas mulheres atuantes no mercado de trabalho.

“A população precisa ser informada sobre este tema que é de extrema relevância, assim como precisamos também de mais médicos especialistas em tratar todo o assoalho pélvico, e não somente as doenças de forma separadas. Chegaremos ao melhor desenvolvimento e eficácia nos diagnósticos e tratamentos quando urologia, ginecologia e proctologia estiverem mais integradas e afinadas”, encerrou a urologista.

 

Maria Emília Farias S. dos Santos, cooperada Urocoop é formada em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ela é a primeira mulher especializada em urologia no Nordeste.



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