23 de Setembro de 2013 16:09

Pedras nos rins atingem duas vezes mais os homens que as mulheres

O cálculo renal possui alta prevalência. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que cerca de 8% das mulheres e 15% dos homens podem apresentar cálculo renal em algum momento da vida. De acordo com o urologista Rodrigo Trigueiro, a litíase urinária, como é designada clinicamente a famosa “pedra nos rins”, pode surgir devido a fatores metabólicos, familiares, alimentares, baixa ingestão de líquidos, clima quente e seco, bem como exposição profissional aos ambientes quentes, como fornalhas, minas e etc.

 

“Os cálculos urinários são de difícil diagnóstico em fases iniciais, muitos só são diagnosticados na vigência da primeira crise. Após o tratamento adequado é papel do urologista orientar medidas preventivas”, enfatiza o associado da Cooperativa dos Urologistas do RN (Urocoop). Segundo o especialista, muitos pacientes só descobrem que estão com litíase urinária no pronto socorro, quando acometidos da dor tipo "cólica renal" que, na maioria das vezes, possui início súbito, forte intensidade, em geral ocorre na região lombar e pode possuir irradiação para região inguinal, ou genital ou membros inferiores.

 

A litíase pode acometer crianças, contudo é mais comum no adulto jovem. As mulheres são, mais freqüentemente, acometidas na faixa dos 20 aos 30 anos de idade. Já nos homens, a maior chance de ser acometido por cálculo urinário acontece entre 30 e 40 anos de idade, predominando na raça branca.

 

Local e tipo de profissão pode influenciar e aumentar a chance de formação de cálculo, ambientes  quentes, como fábricas, siderúrgicas, ao até mesmo o trabalho do campo, pode desencadear uma maior transpiração e perda de líquidos, deixando a urina mais concentrada. Acontece da mesma forma em relação ao clima: lugares mais quentes e com menor umidade podem favorecer o aparecimento de cálculos urinários, principalmente se a ingestão de água for insuficiente para manter uma urina clara.

 

Dr. Rodrigo Trigueiro explica que o tratamento é individualizado e depende basicamente do tamanho e localização do cálculo, pode variar desde tratamento medicamentoso, até cirurgias, que hoje são minimamente invasivas, muitas feitas por via endoscópica (sem cortes). Alguns cálculos pequenos podem ser acompanhados e se tentar expulsão com uso de medicamentos, os cálculos maiores e sintomáticos devem ser retirados pelo risco de obstrução com dilatação das vias urinárias, infecção e diminuição da função renal podendo levar a perda deste rim.

 

“Prevenir é sempre o melhor caminho. Principalmente se a pessoa for propensa a ter a doença, como por predisposição genética”, afirma. Para essas pessoas, o cuidado deve ser reforçado. Para evitar a litíase urinária, um ser humano propenso precisa manter uma dieta  com algumas restrições,  e com bastante líquidos.

 

A formação de cálculos urinários pode aumentar em função de fatores nutricionais, tais como: ganho de peso e obesidade, excesso de sal na comida e o consumo reduzido de líquidos. Desta forma, alguns cuidados na alimentação devem ser tomados para evitar a sua formação:

 

- Ingestão de líquidos, inclusive pode ser o leite, no mínimo 2- 3 litros por dia.

- Evitar comidas com excesso de açúcar, como refrigerantes

- Restrição de sal nos alimentos; azeitona, bacalhau, queijos amarelos, temperos, molhos prontos e embutidos são verdadeiros venenos se consumidos em excesso

- Consumir frutas pelo menos 2-4 vezes em um dia, principalmente cítricas limão e laranja.

- Legumes devem ser prioridade durante o almoço e o jantar

- Derivados de leite, como iogurtes, coalhadas, queijos brancos ou leite desnatado devem ser consumidos sem medo

- Vitamina C em excesso e por longos períodos, pode propiciar a formação de cálculos renais

- Alguns pacientes possui excesso de oxalato na urina e devem evitar: espinafre, café, beterraba, batata doce e chocolate, dentre outros alimentos ricos em oxalato.

 

O sedentarismo contribui para formação de cálculo.

 

De acordo com Dr. Rodrigo Trigueiro, esses cuidados podem ajudar a reduzir a chance de adquirir um novo cálculo urinário. “Isso é tudo muito importante. Quem teve cálculo sabe a dor e o sofrimento que isto pode causar. Se é possível evitar, então podemos trabalhar para isso”, pondera.

 

Outro ponto analisado pelo urologista é a probabilidade de reincidência do cálculo urinário, em virtude da propensão do paciente ou descuido com a alimentação. Segundo ele, as chances de uma pessoa que já teve cálculo urinário vir a ter novamente é de cerca de 50% em sete anos. Essa chance de recidiva já justifica o cuidado.



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