17 de Setembro de 2013 10:09

SBU faz Campanha de Câncer de Pênis Zero

Para orientar e atender a população, a Sociedade Brasileira de Urologia, em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida, realiza de 26 a 29 de setembro a Campanha de Câncer de Pênis Zero. A quarta edição da iniciativa conta com cerca de 100 urologistas voluntários para prestar atendimento urológico, clínico e cirúrgico em hospitais públicos e promover o esclarecimento sobre a doença nos estados do Ceará, Paraíba, Maranhão, Pernambuco e Bahia. Haverá ainda palestras de capacitação para médicos generalistas do programa Saúde da Família. A campanha tem como padrinho o ex-jogador de futebol e atual técnico do Al-Gharafa (Qatar), Zico.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste. Segundo o Data/SUS, há cerca de mil amputações por ano do órgão. A doença está relacionada às baixas condições socioeconômicas e de informação, à má higiene íntima e a homens que não se submeteram à circuncisão (remoção do prepúcio, pele que reveste a glande – a “cabeça” do pênis). O estreitamento do prepúcio é um fator de predisposição ao câncer peniano, assim como a infecção pelo vírus HPV.

"O câncer de pênis é um dos poucos que se é possível prevenir. Basta lavar o pênis com água e sabão, puxando o prepúcio – a pele que encobre a glande – principalmente após relações sexuais ou masturbação, usar preservativo nas relações sexuais e fazer a cirurgia em caso de fimose ou exuberância de prepúcio na puberdade", afirma o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi.

A SBU preparou um vídeo e folders explicativos da doença que serão distribuídos nos locais de atendimento. No site e no Facebook da entidade haverá informações sobre o problema.

"Queremos, além de atender, diagnosticar e, se possível, realizar procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade, também desenvolver um projeto de educação continuada com os médicos generalistas e agentes comunitários das regiões atendidas para prosperar as medidas de prevenção ao câncer de pênis", afirma o coordenador da campanha e chefe da Comissão Especial de Urologia Militar da SBU, João Carlos Azeredo.

A maior incidência mundial de câncer de pênis é encontrada na Índia, com taxas de 3,32 casos a cada 100 mil habitantes, e a menor incidência nos judeus nascidos em Israel, com taxas próximas a zero. Nos Estados Unidos, a incidência é de 0,2 casos para cada 100 mil habitantes.

Recomendações

  • Lavar o pênis diariamente com água e sabão, principalmente após relações sexuais ou masturbação.
  • Ensinar ao menino, desde cedo, como fazer a higiene do pênis. É preciso puxar a pele e limpar.
  • Realizar autoexame mensalmente. Puxe a pele e verifique se há alguma lesão na região.
  • Usar preservativo nas relações sexuais.
  • Ao notar qualquer alteração no pênis, visite o urologista.

Saiba mais sobre o Câncer de Pênis

Fatores de risco

  • Fimose – pele que impede a exposição da glande (cabeça do pênis);
  • Acúmulo de esmegma (secreção branca resultante da descamação celular);
  • Higiene local precária;
  • Falta de informação sobre a doença;
  • Má situação socioeconômica e educacional das pessoas, em geral moradoras de regiões mais carentes, como o Norte e Nordeste.

Sintomas

O autoexame do pênis é fundamental para detectar as características apresentadas abaixo:

  • Perda de pigmentação ou manchas esbranquiçadas;
  • Feridas e caroços no pênis que não desapareceram após tratamento médico e apresentem secreções e mau cheiro;
  • Tumoração no pênis e/ou na virilha (íngua);
  • Inflamações de longo período com vermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de fimose.

Ao observar qualquer um desses sinais, é necessário procurar um médico imediatamente.

Diagnóstico

  • O paciente apresenta inicialmente lesão vegetante ou úlcero-vegetante, que acomete inicialmente a glande (80%), prepúcio (15%) ou sulco coronal (5%). Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura. No entanto, de acordo com o INCA, mais da metade dos pacientes demoram até um ano após as primeiras lesões aparecem para procurar o médico.

Tratamento

  • O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais (ínguas na virilha). Cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem ser oferecidas. A cirurgia é o tratamento mais frequentemente realizado para controle local da doença. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o crescimento desse tipo de câncer e a posterior amputação do pênis, que traz consequências físicas, sexuais e psicológicas ao homem.

Fonte: SBU



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